quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Criolo - Esquiva da esgrima _ Letra

   Um certo dia, quando eu estava cursando o terceiro ano do ensino médio, a professora de geografia, chegou na sala com uma caixa de som, a música abaixo do Criolo impressa e disse que na quele dia iriamos ter aula de Geopolítica, e que essa música seria o nosso texto.
    mais uma vez chamando esse cantor de um dos maiores poetas contemporâneos, desta vez ele fala de algumas gostas da imensa lagoa de efeitos colaterais causados pelo Capitalismo.





Falar demais, chiclete azeda 
Chama o SAMU e ensina pra esse comédia
 Respeitar nossos princípios
 Tem mais Deus pra dar que cês tudo num penico
 Antigamente resolvia na palavra
 Uma ideia que se trocava
 O respeito que se bastava
 Dinheiro é vil, tio geriu, instinto viril 
AR-15 é mato e os moleque tão de fuzil 
 Do Grajaú ao Curuzu, pra imigração meu povo é mula 
Inspiração é Black Alien, é Ferrez, não é Tia Augusta 
Verso mínimo, lírico de um universo onírico
 Cada maloqueiro tem um saber empírico
 Rap é forte, pode crê, "oui, monsiuer" Perrenoud, 
Piaget, Sabotá, Enchanté 
 É que eu sou filho de cearense
 A caatinga castiga e meu povo tem sangue quente 
Naufragar, seguir pela estrela do norte
 Nas bença de Padim Ciço, as letra de Edi Rock
 Calar a boca dos lóki
 Pois quem toma banho de ódio exala o aroma da morte 
 Hoje não tem boca pra se beijar 
Não tem alma pra se lavar
 Não tem vida pra se viver
 Mas tem dinheiro pra se contar
 De terno e gravata teu pai agradar 
Levar tua filha pro mundo perder 
É o céu da boca do inferno esperando você 
É o céu da boca do inferno esperando 
 Hoje não tem boca pra se beijar
 Não tem alma pra se lavar 
Não tem vida pra se viver 
Mas tem dinheiro pra se contar 
De terno e gravata teu pai agradar
 Levar o teu filho pro mundo perder 
É o céu da boca do inferno esperando você
 É o céu da boca do inferno esperando  
Uma bola pra chutar, país pra afundar 
Geração que não só quer maconha pra fumar 
Milianos, mal cheiro e desengano 
Cada cassetete é um chicote para um tronco
 Alqueires, latifúndios brasileiros
 Numa chuva de fumaça só vinagre mata a sede
 Novas embalagens pra antigos interesses 
É anzol da direita fez a esquerda virar peixe  
Osiris, olhe por mim, me afaste de Diabolyn
 Quem não tem moto não sai na foto 
Mobiletes com motor de dream
 Tentou fugir, foi lá que eu vi 
Sem capacete, levou rola,
 Deus acode e vamo aí
  É a esquiva da esgrima, a lagrima esquecida 
A cor da minha pele, eu sei, tem quem critica 
Por que a serpente é pra maçã
 É o que a maçã reflete pra mídia
 É que Abel tinha um irmão 
Mas Caim tinha a malícia  
Hoje não tem boca pra se beijar 
Não tem alma pra se lavar 
Não tem vida pra se viver 
Mas tem dinheiro pra se contar
 De terno e gravata teu pai agradar
 Levar tua filha pro mundo perder 
É o céu da boca do inferno esperando você 
É o céu da boca do inferno esperando  
Hoje não tem boca pra se beijar
 Não tem alma pra se lavar 
Não tem vida pra se viver
 Mas tem dinheiro pra se contar
 De terno e gravata teu pai agradar
 Levar o teu filho pro mundo perder 
É o céu da boca do inferno esperando você
 É o céu da boca do inferno esperando



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